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Poesia: Tempestade

Começa a ventar

Tudo em mim dança com o vento, troca de lugar

O caos desordenando os sentimentos

Há uma tempestade a caminho

Nuvens encobrem qualquer vestígio de confiança

Tudo nubla

A chuva já começou dentro de mim, cada gota, uma dor

Eu trovejo

Agora chove muito no meu peito

Inunda e arrasta encostas

Desmorono, exausta

Me deixo levar pelas águas

E morro no leito de algum rio de lágrimas

Um outro dia

Renasço sol

Seco minhas poças de ressentimento

Escoo meus bolsões de mágoa

Dreno minha autopiedade

E sigo até a próxima tempestade.


Maíra Gomes

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